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A Real Polícia Montada do Canadá

Imortalizada pelos filmes de Hollywood, a polícia de casaco vermelho e chapéu de abas largas tornou-se um dos símbolos mais conhecidos do Canadá. O colorido dos trajes e o harmonioso trote da RPMC constituem uma atração popular no Canadá e fora dele. Este trote, chamado de "Musical Ride" em Inglês ou "Carrousel" em francês, é uma exibição musicada de montaria em que os policiais montados a cavalo fazem evoluções geométricas ao som de música.

Mas a RPMC não é simplesmente parte da mitologia canadense, nem suas atividades se restringem à exibições eqüestres. A RPMC é a força policial do Canadá e ganhou fama internacional como uma das melhores polícias do mundo.

Origens

A RPMC foi fundada há mais de um século e era chamada de Polícia Montada do Noroeste, um experimento "temporário" no policiamento rural.

Durante os primeiros anos da colonização do país, não havia uma força policial importante. Na época da Confederação do Canadá de 1867, as cidades de Montreal e Toronto contavam com apenas alguns policiais de tempo integral. Apenas a pequena Polícia do Domínio defendia as leis federais. As pequenas cidades e zonas rurais, entretanto, não tinham policiamento: as leis eram cumpridas por policiais ou soldados temporários e nomeados pela Corte.

Em 1870, quando o Canadá comprou a terra ao norte da fronteira dos Estados Unidos, entre os Grandes Lagos e as Rochosas, o governo canadense decidiu que era necessário um órgão de cumprimento de leis. Nesta área vasta, quase deserta, o repentino e grande afluxo de colonizadores pelas terras dos indígenas poderia levar à violência, caso não fosse adequadamente conduzido. O governo canadense buscava um caminho melhor para trabalhar o assentamento de terras e se preocupava em garantir aos aborígenes um tratamento justo.

O governo decidiu criar uma força policial para-militar a fim de manter a ordem, até que as terras do oeste fossem ocupadas pelos colonizadores que respeitassem as instituições tradicionais. Esta força policial, fundada em 1873, veio a se chamar Polícia Montada do Noroeste (PMNO). A intenção era de que a polícia fosse licenciada após a colonização pacífica do território.

No começo, havia 150 recrutas na força, mas em pouco tempo o número cresceu para 300. Os policiais da PMNO cobriam o território a cavalo e vestiam as famosas túnicas vermelhas.

Transição

Ao longo dos anos, a PMNO estabeleceu uma íntima relação com os índios, preparando-os para negociações e mediando os conflitos com os colonizadores.

Em 1883, o número de policiais cresceu para 500 e lhes foram atribuídas outras responsabilidades, incluindo a obrigação de preservar a paz durante a construção da ferrovia Canadian Pacific. Após a insurreição dos Métis de 1885, liderada por Louis Riel, a PMNO aumentou novamente o seu número, chegando a 1000 policiais.

Na virada do século, a corrida do ouro, em Yukon, levou o potencial de violência para a região, uma vez que os garimpeiros convergiram de todas as partes do mundo para o território. A presença da PMNO assegurou que a corrida do ouro fosse pacífica.

Depois disso, a atenção da PMNO voltou-se para o Ártico; a força abriu destacamentos que visavam conter os casos de abuso relatados pelos indígenas, assim como agir contra as ameaças à soberania canadense feitas pelas nações expansionistas européias.

Nesta época, PMNO já era tacitamente aceita como uma instituição permanente. Em 1904, o Rei Eduardo VII colocou o termo "Real" no nome da polícia, em reconhecimento aos serviços prestados à Coroa. Em 1920, RPMNO tornou-se a Real Polícia Montada do Canadá e foi oficialmente transformada em uma força policial nacional. No mesmo ano, o seu quartel-general foi transferido de Regina (em Saskatchewan) para a capital canadense, Ottawa.

Em 1928, a RPMC começou a executar tarefas em áreas que estavam além da jurisdição federal, de acordo com contratos feitos com diferentes províncias e municipalidades. A Constituição do Canadá define o cumprimento da lei como uma responsabilidade provincial. Mas a maioria das províncias decidiu que podiam atender a esta responsabilidade com maior eficiência através dos serviços da RPMC.

A tarefa essencial da RPMC é "manter a paz", mas também já fez importantes contribuições aos esforços do Canadá em tempos de guerra. Seus membros serviram na Guerra de Boer, na África do Sul, e durante as duas guerras mundiais.

A RPMC hoje

Hoje, a RPMC é comandada por um comissário que se reporta ao governo federal e aos procuradores-gerais das províncias onde a RPMC fornece seus serviços.

Com mais de 16.000 oficiais de paz e cerca de 5.000 empregados civis, a força mantém 6 laboratórios de detenção criminal por todo o Canadá e um centro de informação computadorizada em Ottawa. A RPMC também mantém uma academia de treinamento em Regina e a Academia de Polícia Canadense em Ottawa, que oferece cursos avançados aos membros de outras forças policiais do Canadá, assim como outros países.

As maiores responsabilidades da RPMC são citadas abaixo:

  • A RPMC age como a força policial municipal em cerca de 200 cidades canadenses;
  • A força tem acordos contratuais a fim de prestar serviços provinciais ao Yukon, aos Territórios do Noroeste e para oito das dez província (Ontário e Quebeque têm suas próprias forças policiais);
  • A RPMC obedece 140 leis federais e estatutos sobre narcóticos, crimes comerciais, imigração e controle de passaportes, alfândega e impostos e estelionato;
  • A RPMC representa o Canadá internacionalmente como membro da INTERPOL. A força tem 30 agentes de contato fora do país;
  • Em 1984, o Serviço Canadense de Inteligência de Segurança (SCIS) assumiu a direção das responsabilidades da RPMC. Entretanto, a RPMC é ainda responsável por assegurar a segurança nacional.

Ao longo dos anos, a RPMC evoluiu de uma força policial pequena, temporária e rural para se tornar uma polícia de categoria internacional. Entretanto, durante toda a sua história, RPMC sempre enfatizou o assentamento pacífico das diferenças, só usando armas em último caso. Leal ao seu lema - Maintiens le droit ou "Manter o Direito" - a RPMC continua a ser um símbolo de distinção do Canadá, não só para os canadenses, mas também para o mundo.

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Data da última atualização:
2013-07-11