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Autores Canadenses com publicações em português

Alberto Manguel

Nasceu em Buenos Aires, em 1948, e passou a infância em Israel. Morou na Espanha, na Itália, na França, na Inglaterra e no Taiti. Em 1985 naturalizou-se canadense. É ensaísta e autor de várias obras de ficção. Desenvolve uma atividade intensa como editor e tradutor, além de colaborar com jornais e revistas de vários países. Dele a Companhia da Letras publicou Uma história da Leitura, No bosque do espelho - Ensaios sobre a palavra e o mundo, Lendo imagens, Dicionário de lugares imaginários e Stevenson sob as palmeiras (Coleção Literatura ou Morte).

Alice Munro

Cresceu na cidade de Wingham, na província canadense de Ontário. Já lançou dez coletâneas de contos e um romance. Teve textos publicados na New Yorker, na Atlantic Monthly e na Paris Review, entre outras. Seus livros foram traduzidos para treze idiomas e ela recebeu alguns dos prêmios literários mais importantes do Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, como o Governor General’s Literary Awards (três vezes), o United States National Book Critics Award e o England’s W. H. Smith Book Award. Atualmente, Alice e o marido se dividem entre Clinton, Ontário, às margens do lago Huron, e Comox, na Colúmbia Britânica, ambos no Canadá.

Anna Francesca Cavalcanti Araújo

Anna Francesca e seu marido, Marcelo, ambos engenheiros eletricistas, bem-sucedidos profissional e economicamente, tinham um sonho - viver em um novo país: "Nós queríamos e sonhávamos experimentar uma vida diferente, num país diferente, numa cultura diferente...", "...oferecendo a Victor, nosso filho, a oportunidade ímpar de aprender, vivenciando!"

A concretização do sonho veio em 2001, após a identificação do Canadá como o país de destino: "Um país desenvolvido, de reconhecida qualidade de vida, de língua inglesa (com possibilidade de virmos aprender também o francês) e com uma política de imigração objetiva e bem-definida..."

Passado três anos da ida para o Canadá, Anna Francesca decidiu que era hora de colocar toda essa experiência de vida neste inédito e empolgante livro, que vai prender a sua atenção da primeira à última página.

Anne Hébert

Nasceu em 1916 em Sainte-Chaterine-de-Fossambault, pequena cidade perto de Quebeque, onde passou a juventude e fez seus estudos, até se transferir para a França. Tendo iniciado sua carreira literária com um volume de poemas, logo a seguir se dedicaria também à ficção e ao teatro. Suas obras têm conquistado grande sucesso de público e vêm merecendo os melhores elogios da crítica. A importância dos livros de Anne Hébert pode ser avaliada ainda pelos diversos prêmios que a eles têm sido concedidos. Seu primeiro romance Les chambres de bois, publicado em 1958, recebeu o prêmio France-Canada; Kamouraska, romance de 1971, foi agraciado com o Prix des Libraires; por fim, com Os gansos selvagens de Bassan Anne Hébert, em 1982, entrou para o seleto grupo dos detentores do prestigioso prêmio Feminina.

Anne Michaels

Vive no Canadá. Já publicou duas coletâneas de poemas. The weight of oranges (O peso das laranjas), de 1986, recebeu o prêmio Commonwealth para as Américas e Miner’s pond (A lagoa do mineiro), lançado em 1991, foi escolhido como melhor livro de poemas pela Associação de Autores Canadenses, e indicado para os prêmios Governor General e Trillium. Peças em fuga é seu primeiro romance.

Barbara Gowdy

É uma autora premiada, cujos livros mais recentes, Mr. Sandman (publicado pela Rocco) e We Seldom Look on Love, foram incluídos nas listas de bestsellers de todo o mundo. Indicado para todos os prêmios literários do Canadá, Mr. Sandman foi a escolha de Margaret Atwood – autora de O assassino cego, entre outras – para livro do Ano no The Times Literary Supplement e no Publishers Weekly. Ao escrever O Osso Branco, a autora pesquisou exaustivamente os elefantes e seu comportamento, viajando pelo Quênia para observá-los em seu hábitat natural. A escritora mora em Toronto, Ontário.

Barbara Hodgson

Mora em Vancouver. É escritora, artista gráfica e fotógrafa. O Sensualista é seu segundo livro e o primeiro publicado no Brasil. Faz parte da equipe do estúdio de Nick Bantock, o aclamado autor da trilogia "Griffin e Sabine".

Bernard Andrés

É escritor e professor titular no Departamento de Estudos Literários da Universidade do Quebeque em Montreal (UQAM), e tem origem francesa. Após estudos superiores na Universidade de Paris - Sorbonne, onde obteve o mestrado e o doutorado em Letras, estabeleceu-se no Quebeque em 1973. Obtém a cidadania canadense e começa a ensinar, em Montreal, a literatura francesa e quebequense. Autor de peças de teatro e de livros de ficção (romances, contos), publica, em Montreal, um ensaio sobre as letras quebequenses e, em Paris, um estudo sobre a obra do detentor do prêmio Nobel da Paz de 1985, Claude Simon.

Desde 1982, viaja freqüentemente ao Brasil, onde foi várias vezes, recebido na Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fundação Universidade Federal do Rio Grande. É responsável pelos intercâmbios acadêmicos entre seu departamento e o Brasil. Dedica-se, nessa função, a difundir os trabalhos de literatura comparada referentes ao Quebeque e o Brasil, tanto na Revista Voix & Images, da qual foi diretor, quanto nas edições Balzac.

Em 1994, publicou, com Zilá Bernd, um número especial da revista quebequense Libérée, intitulado Brasillitéraire. Responsável por publicações especializadas e por um projeto de estudos subvencionado pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas do Canadá (1991-1997), ele se interessa, particularmente, pela origem das Letras Canadenses do fim do século XVIII. De inspiração sociocrática e comparatista, sua abordagem da literatura quebequense situa-se no quadro da análise das relações entre literaturas periféricas e literaturas metropolitanas (Quebeque / França; Portugal / Brasil).

Professor convidado na França, na Ásia e na América Latina, ele percorreu, também, a Europa e os Estados Unidos em viagens de trabalho e de lazer. O Brasil continua o lugar de sua predileção.

Bonnie Burnard

Cassino & Other Stories de Bonnie Burnard foi indicado para o Giller Prize e ganhou o Prêmio do Livro do Ano de Saskatchewan. Sua primeira coletânea de contos, Women of influence, ganhou o Prêmio da Comunidade Britânica para o Melhor Primeiro Livro. Recebeu também o Prêmio Marian Engel e por dois anos participou do corpo de jurados do Giller. Casa de família ganhou o Giller Prize de 1999.

Nascida na parte sul de Ontário, Canadá, ela viveu anos em Regina, Saskatchewan, e agora mora em London, Ontário.

Brian Moore

Um dos romancistas preferidos de Graham Greene, com quem é sempre comparado, Brian Moore nasceu em Belfast, Irlanda do Norte, e emigrou para o Canadá em 1948, onde se tornou jornalista. Surgiu em 1956 com um dos melhores romances publicados logo após a Segunda Guerra Mundial, The Lonely Passion of Judith Hearne. Recebeu na Grã-Bretanha, o M. H. Smith Prize e o James Tait Memorial Award; no Canadá, o Quebeque Literary Prize e o Governor-General's Award de ficção (duas vezes); nos Estados Unidos, uma bolsa da Guggenheim Foundation e um prêmio do National Institute of Arts and Letters. Além destes prêmios, teve três romances indicados para o Booker Prize: A Mulher do Médico, A Cor do Sangue e Mentiras do Silêncio. Ele e sua mulher Jean residem em Malibú, Califórnia.

Carl Honoré

Nasceu em Edimburgo, Escócia, em 1967, e sua família imigrou para o Canadá em 1968. Voltou ao Reino Unido e formou-se em História e Italiano pela Universidade de Edimburgo. Morou em Pacoti, no Ceará (1997-1998), como participante do programa de intercâmbio Canada World Youth, e em Fortaleza (1990) atuando na ONG Terre des Hommes. Trabalhou para jornais britânicos e canadenses, antes de se estabelecer como correspondente em Buenos Aires (1993-1996) colaborando para The Economist, The Observer, Miami Herald. Baseado em Londres (1996-2001) foi correspondente do jornal canadense National Post e do Houston Chronicle. Publicou Devagar em 2004. Ex-viciado em velocidade e rapidez, Honoré desacelerou: escreve e dedica-se a divulgar a filosofia do Slow movement pelo mundo. Casado com uma jornalista inglesa, mora em Londres, e tem dois filhos.

Carol Shields

Nasceu nos Estados Unidos, mas se mudou para o Canadá em 1957, obtendo depois a cidadania. Mãe de cinco filhos, começou a dedicar-se à literatura tardiamente, mas com sucesso. Unanimemente elogiada pela crítica internacional, recebeu diversos prêmios literários por seus romances e coletâneas de contos e foi condecorada pelo governo do Canadá. Recebeu o National Book Critics Award por Swann.

Claire J. Varin

Nasceu em Montreal, província de Quebeque. PhD em letras pela Universidade de Montreal, fez sua tese de doutorado sobre Clarice Lispector e participou de cursos e seminários na Universidade de São Paulo. Diplomada em comunicação e jornalismo, tem participado como cronista de vários programas na Rádio-Canadá. Foi professora de literatura na Universidade de Montreal, consultora e intérprete de português para Tele-Quebec e para os ministérios quebequenses da Justiça e dos Assuntos Sociais.

Esteve seis vezes no Brasil, uma delas por quase um ano e meio para fazer suas pesquisas de doutorado. Escreveu quatro livros inspirados no Brasil. Sobre Clarice Lispector, Claire Varin lançou, em 1987, no Canadá, Rencontres brésiliennes, coletânea de entrevistas dadas por Clarice Lispector à imprensa brasileira. Lançou também o ensaio Línguas de Fogo (1990); Profession: Indien (1996) e Clair-obscur à Rio, dois livros de ficção cujo roteiro é o Brasil.

Hoje trabalha como jornalista e redatora free-lance. Dirige também Brèves Littéraires, revista de prosa e poesia. Publicou recentemente um terceiro romance Désert désir onde trocou as areias do Rio pelas dunas do Saara.

Daniel Drache

É diretor do Centro Robarts para Estudos Canadenses e professor de Ciência Política na Universidade de York. Escreveu extensamente sobre globalização e os limites dos mercados, dos blocos de comércio, do emprego, do Harold Innis e da integração econômica. Atualmente, está liderando um projeto sobre o domínio público do governo, após o sucesso dos mercados. O centro Robarts está associado a um projeto de pesquisa interdisciplinar que examina o conceito incipiente do domínio público em uma era de globalização, que explora suas múltiplas dimensões, e que sobrepõe componentes com respeito à exclusão social, à identidade e à ligação social no hemisfério. Seu próximo livro será intitulado: In Search of North America: Do Borders Matter Any Longer? Wuz Up?

Deborah Seed

Trabalhou como editora/escritora autônoma em Montreal e Toronto, publicou três livros, além de artigos e críticas literárias, lecionou por 22 anos nas CEGEPs e em escolas de ensino médio. É bilíngüe fluente, fez Doutorado em Literatura Canadense, em Sherbrooke, e trabalhou na França e no Quebeque por 15 anos. Começou a escrever profissionalmente em 1980 quando foi contratada pela empresa Readers' Digest Books para escrever capítulos para os livros Saiba-como. Atualmente, está fazendo um curso de horticultura para se tornar uma escritora/editora de jardinagem - a jardinagem é sua mais nova paixão - mas ainda se mantém como professora e autônoma.

Desmond Morton

O interesse acadêmico de Desmond Morton, professor do Erindale College da Universidade de Toronto, está na história política, trabalhista e militar do Canadá. É autor de doze livros, freqüente colaborador de jornais e outras publicações acadêmicas e também faz argumentos e roteiros sobre temas históricos para produções em filme e vídeo. Nasceu em Calgary, província de Alberta, mas estudou em escolas de várias regiões do Canadá. Completou o segundo grau no Japão e fez cursos universitários na Inglaterra. Hoje vive em Streetsville, Ontário, com a esposa Janet e os dois filhos.

Douglas Coupland

Nasceu em uma base canadense da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Baden-Sollinger, Alemanha Ocidental, em 30 de dezembro de 1961. Ele cresceu em Vancouver, Canadá.

Douglas N. Watson

Tornou-se Ph.D. em Filosofia pela Universidade de Toronto, Canadá, em 1972. Atualmente é professor de filosofia na universidade de Winnipeg e autor de muitas obras sobre lógica informal, falácias e argumentação.

Evelyn Lau

Evelyn Yee-Fun Lau nasceu em Vancouver no dia 2 de julho de 1971, filha de imigrantes chineses. Seus pais eram obsessivamente ambiciosos no que dizia respeito à suas filhas (Lau tem uma irmã mais nova), exigindo constantemente excelente performance na escola, na expectativa de que a primogênita, Evelyn, se tornasse médica. Quando ela fez 10 anos, a situação ficou ainda mais complicada quando seu pai ficou desempregado e entrou em depressão - "... um dos mais traumáticos acontecimentos da minha infância", Lau lembrou. Ela era muito ligada ao pai, sua fonte de proteção da mãe neurótica.

Escrever foi sua forma de sobrevivência psicológica. Lau alegou ter consciência de seu desejo de ser escritora desde que tinha seis anos. Em 1983, com 12 anos, ela começou a publicar poemas e pequenas histórias em pequenas revistas.

No início de 1986 ela fugiu da sua insuportável existência como uma pessoa rejeitada na escola e como uma filha omitida e mal-amada em casa. Ela passou a usar drogas e a se prostituir em Vancouver - vivendo a maior parte do tempo em instituições sociais e escrevendo crônicas em seu diário sobre sua vida danificada psicologicamente, e sua luta como uma escritora emergente. O manuscrito se tornou um bestseller quando publicado, em 1989, com o título: A Fugitva - O diário de uma menina de rua. Esse livro é considerado um grande sucesso literário. Todavia, Lau publicou dois volumes de poesias significantes: You Are Not Who You Claim (1990) e Oedipal Dreams (1992). Muitos dos poemas são versões editadas do material previamente publicado em revistas.

Uma coleção de 10 pequenas histórias, Fresh Girls & Other Stories (1993) estabeleceu Lau como uma das escritoras líderes canadenses. Até agora, este é considerado seu melhor livro. Ele oferece uma caça ao discernimento nas mentes de jovens prostitutas e mulheres marginalizadas, um tema também adotado no livro de poesia, intitulado In the House of Slaves, publicado em 1994.

Também em 1994, A Fugitiva foi transformado num filme de 97 minutos, intitulado The Diary of Evelyn Lau. O filme é uma versão abreviada do livro, mas continua fiel a seu tom e espírito.

Em 1995, foi publicado o primeiro romance de Lau: Other Women, contando a história da obsessão erótica de uma jovem por um homem mais velho e casado. Diferindo, em conteúdo, dos trabalhos anteriores, esse livro ainda carrega a "alma" dos escritos de Evelyn Lau: pungência e um senso de profunda desorientação emocional, ao mesmo tempo sutil e apavorante. Ela é uma escritora "Asiático-Americana" A princípio sim, mas isso é raramente percebido em seus textos. A prosa e a poesia de Lau tem um sentimento de "lugar nenhum" e "sem caminho para casa", que pode derivar de sua desarraigada experiência familiar, mas que significa, primeiramente, a condição básica da mente moderna.

Farley Mowat

Mowat escreve desde a pré-adolescência. Ele lembra que escreveu a maioria de suas poesias enquanto morava com sua família em Windsor (1930-1933), Ontário, e que, naquele tempo, publicou regularmente uma coluna baseada em suas observações sobre pássaros no Star-Phoenix antes de sua família mudar para Saskatoon, província de Sashatchewan. Ele estudou na Universidade de Toronto; numa viagem de campo, como estudante de biologia, ele se ficou afrontado pelos problemas dos Inuit, todos os quais ele atribuiu à exploração e equívoco dos brancos. Suas observações o conduziram ao seu primeiro livro, People of the Deer (1952), que o tornou célebre. Numerosos livros se seguiram, muitos dos quais revelaram posições similares: em conseqüência, seus trabalhos são cruelmente atacados por uns, altamente elogiados por outros; poucos leitores ficam neutros. Em 1985, Mowat foi até colocado na lista negra Americana de livros, sendo sua entrada indesejada e recusada nos EUA. Segundo a opinião geral, ele é o autor canadense mais lido; seus livros foram publicados em mais de 40 países.

Mowat é considerado um "contador de estórias"; ele também é um estilista brilhante. Não importa o contexto, suas narrativas e anedotas são fast-paced e atraentes; seu tom é gracioso, pessoal e coloquial. Compromissos com ideais inspiram fogos de artifício verbais; o entusiasmo desperta descrição poética e imagens vivas; a antipatia produz o ridículo, sátiras e algumas vezes, condenação evangélica. Muitos trabalhos são autobiografados: The Dog Who Wouldn't Be (1957) e Owls in the Family (1961) são coleções cômicas de sua juventude; The Regiment (1961) e And No Birds Sang (1979) são dois livros que lidam com suas experiências na Segunda Guerra Mundial (WWII). Três livros centram em seus 8 anos residindo em Burgeo, Terra-Nova: The Rock Within the Sea (1968) apresenta seus vizinhos navegantes como heróis, pois não foram corrompidos pela tecnologia moderna; O Barco que não queria flutuar (1969) reflete sua desilusão posterior; A Whale for the Killing (1972) transformou a caça cruel a uma baleia, numa tragédia simbólica. Sea of Slaughter (1984) contém crônicas que falam da destruição de espécies no Atlântico Norte. O altamente irônico: My Discovery of America (1985) contempla as razões pelas quais lhe foi negada a admissão aos EUA para um circuito de conferências, e Virunga: The Passion of Dian Fossey (1987) é uma biografia do tão-conhecido primatologista.

Mowat, agora reside em Port Hope, Ontário, e continua a ser um autor engenhoso e ocasionalmente controverso. Rescue the Earth: Conversations (1990) continua sua defesa aos assuntos ecológicos. Dois volumes de autobiografia, My Father's Son (1992) e Born Naked (1993), estabelecem um vislumbre profundo nos relacionamentos familiares e aperfeiçoam sua experiência de guerra. The Farfarers (1998) é um outro volume de história contemplativa.

Os únicos romances de Mowat são para adolescentes. O livro Lost in the Barrens (1956) ganhou o prêmio: Governor-General's Award, e é um trabalho brilhante que incorpora muito dos temas centrais dos seus livros para adultos.

Frances Itani

Autora de três livros de contos e dos romances Leaning over water e Ensurdecedor, também publicou poesia e um livro para crianças, escreveu histórias, relatos e peças para o rádio. É uma autora reconhecida e querida em seu país natal e já conquistou vários prêmios: o Tilden (CBC/ Saturday night) Literary Award, de 1995 e de 1996, e o Ottawa - Carleton Book Award para ficção. Divide seu tempo entre Ottawa e Genebra.

Gerard Étienne

É um escritor da diáspora haitiana. Embora residindo há muitos anos em Moncton (Novo Brunswich), Canadá, sua produção literária reflete os ritmos, as crenças e as vozes de sua terra natal, o Haiti. Sua preocupação, principalmente em Uma mulher calada, recai sobre a questão do "negro no mundo dos brancos", isto é, a questão da adaptação dos imigrantes antilhanos em um país desenvolvido como o Canadá, apresentando profundas diferenças étnicas, econômicas, culturais, históricas e religiosas com sua região de origem. O autor, contudo, extrapola os limites do problema racial, amplificando a abrangência de seu libelo: da oposição branco / negro, Gerard Étienne transita para a oposição homem / mulher, construindo seu discurso como um ataque a todas as formas de opressão, independentemente da cor da pele do ser humano sobre a qual ela se exerça.

Glenn H. Mullin

Nasceu em Gaspé, Quebeque. Estudou engenharia na Universidade de Mount Allison, no Novo Brunswick, e logo em seguida, em 1972, viajou para Dharamsala, Índia, a fim de participar de um Seminário de Pesquisas sobre o Budismo, realizado nos Arquivos da Biblioteca Tibetana. Publicou mais de doze obras sobre o Tibete e o Dalai Lama, foi o consultor de três filmes documentários sobre o Tibete e encarregado ainda do Departamento de Pesquisa e Tradução da biblioteca do Dalai Lama. Durante a pesquisa desta obra, participou de várias cerimônias fúnebres da tradição tibetana, pesquisou milhares de livros Tibetanos sobre o assunto e travou contato com vários mestres tibetanos, inclusive com os dois últimos gurus do Dalai Lama.

Guy Corneau

Nascido na província de Quebeque, Guy Corneau tornou-se psicólogo durante a década de 1970, depois de alguns anos como autor e diretor de teatro. Formado pelo Instituto C.G. Jung Zurich, é fundador do Círculo Jung da cidade de Montreal.

Ian Simpson Ross

É professor emérito da Universidade de Colúmbia Britânica, em Vancouver, e membro da Royal Society do Canadá, e escreveu diversos artigos sobre a literatura e o pensamento escoceses. Ele co-editou a correspondência de Adam Smith e é autor de William Dumbar e Lord Kames and the Scotland of His Days.

Isabel Vincent

Isabel Vincent foi premiada com o: Canada's prestigious Southam Fellowship, além de receber o prêmio: The Canadian Association of Journalists' Award pela excelência em jornalismo investigativo. Ambos prêmios são por sua reportagem estrangeira e seu livro: Uma questão de justiça, (1995).

De 1991 a 1995, ela trabalhou como Chefe de Sucursal do jornal Latin America, no Rio de Janeiro. Durante esse período, ela foi uma das finalistas para o National Newspaper Award (prêmio canadense que equivale ao Pulitzer) por sua cobertura na guerra das drogas nas favelas do Rio de Janeiro em 1994. Ela também recebeu um Inter-American Press Association Citation por sua cobertura sobre as guerrilhas do grupo peruano Sendero Luminoso, 1993.

É contribuinte regular da revista Marie Claire de Londres. Seus trabalhos já foram publicados na revista canadense Saturday Nigh, na Femina da África do Sul e nas edições em espanhol e português da revista - Marie Claire.

Uma questão de justiça, uma revelação sobre grupos terroristas Latino-Americanos, foi escolhido para um filme de longa-metragem do Canada's Salter Street Entertainment e Brazil's Altberg Productions. Isabel Vincent mora em Toronto e é fluente em espanhol, francês, português e Quechua (Inca moderno).

Jacques Godbout

Poeta, romancista, ensaísta, crítico e cineasta, Jacques Godbout consagrou-se como personalidade literária no Canadá e em toda a Europa. Nascido em 27 de novembro de 1933, em Montreal, província do Quebeque, em 1954 obteve o título de mestre pela Faculdade de Letras da Universidade de Montreal, ao defender a tese Rimbaud, un homme.

De 1954 a 1957 viajou por três continentes. Na África, seguindo os passos de Rimbaud, ensinou filosofia e francês na University College of Addis Abeba (Etiópia), período que vai marcar toda sua produção.

A variedade de sua obra consagra a versatilidade e a genialidade de Godbout: criou peças publicitárias para rádio, crônicas para jornais, poemas e romances, editou a revista Liberte - da qual foi fundador e é colaborador -, traduziu para o Instituto Nacional do Filme do Canadá e foi autor de muitos filmes. Jacques Godbout recebeu vários prêmios literários em sua carreira e teve seus livros traduzidos para muitas línguas.

Jane Urquhart

Já escreveu três romances: The Whirlpool, vencedor do prestigiado Prix du Meilleur Livre Étranger, em 1992, na França; Changing Heaven; e Away, vencedor do Trillium Award, em 1993, e selecionado para o International IMPAC Dublin Literary Award. Ela também publicou um volume de contos e três coletâneas de poesia. Vive num lugarejo no sudoeste de Ontário, no Canadá.

Janet McNaughton

Autora de diversos bestsellers, muitos deles premiados, entre eles: Catch Me Once, Catch Me Twice; Make or Break Spring; To Dance at the Palais Royale; The Secret Under My Skin; e An Earthly Knight, que ganhou o Bruneau Family Children’s Literature Award e o Mr. Christie’s Book Award (Medalha de Prata). Janet McNaughton, que tem doutorado em folclore, nasceu em Toronto e morou em St. John’s, Terra Nova, por mais de 20 anos. Seus trabalhos foram publicados na Dinamarca, Alemanha, Holanda, Estados Unidos e Brasil.

Janette Oke

Nasceu na província de Alberta, no Canadá. Ela foi uma das primeiras autoras de ficção cristã em língua inglesa e seus livros já venderam mais de 18 milhões de exemplares. Escreveu aproximadamente 40 livros, dos quais 32 foram traduzidos para diversos idiomas. Como escritora de ficção, recebeu o Gold Medalion Award - maior prêmio de literatura cristã dos Estados Unidos. Atualmente, mora em Calgary, com sua família.

Josef Skvorecky

Josef Skvorecky nasceu em 1924 na Tchecoslováquia. Depois de formar-se no ginásio de Realne, em sua cidade natal, trabalhou por dois anos em uma fábrica de aeronaves como operário escravo no projeto Totaleinsatz de Josef Goebbel. Depois da guerra recebeu seu Ph.D., serviu por dois anos no exército tcheco, e depois exerceu cargos de edição na Odeon Publishing House. Seu primeiro romance, Os covardes, foi condenado pelo Partido Comunista, proibido e retido pela polícia. Depois da emboscada soviética em 1968, ele e sua mulher, Zdena Salivarova, partiram para o Canadá, aonde continuou escrevendo e lecionou na Universidade de Toronto até aposentar-se em 1990. Por mais de vinte anos Svorecky e Salivarova publicaram na editora Sixty-Eight Publishers os livros tchecos e eslovacos banidos. Por este empreendimento, Václav Havel, presidente da Tchecoslováquia pós-comunista os condecorou com a Ordem do Leão Branco. Skvorecky recebeu inúmeros prêmios literários, incluindo o Prêmio Internacional Nestadt de Literatura e o Prêmio do Governador-Geral de Ficção. Em 1992, foi nomeado à Ordem do Canadá. Entre os livros de Skvorecky se incluem Os Covardes, O Saxofone Baixo, O Engenheiro de Almas Humanas, A República das Putas e A Noiva de Texas, assim como os romances policiais Pecados para o Padre Knox e a série do "Tenente Boruvka".

Joy Fielding

Nasceu em 1945 em Toronto, no Canadá. Tentou ser atriz e roteirista de televisão em Hollywood, onde conseguiu apenas pequenos papéis. De volta a sua cidade natal, retomou a paixão de infância: escrever. Divide seu tempo entre Toronto e Palm Beach, com o marido e duas filhas.

Kieran Egan

É professor de educação na Universidade Simon Fraser e foi laureado com o Prêmio Grawemeyer de Educação em 1991. Escreveu sete livros sobre o tema, entre os quais se incluem Teaching as Story Telling e Imagination in Teaching and Learning.

Lori Lansens

Nasceu e cresceu em Chatham, na província de Ontário. É escritora e roteirista e vive em Toronto com seu marido e seu filho. Em Meninas Inseparáveis, Lori Lansen - que estreou na literatura em 2002 com o aclamado Rush Home Road, sem tradução no Brasil - conta que a inspiração para o romance surgiu num estalo. Certa noite, ela e seu filho estavam sentados à mesa, lado a lado. O garotinho aproximou-se, colou a face no rosto da mãe e disse: "Às vezes, eu queria que a gente ficasse grudado desse jeito". Foi a luz que deu origem à trama de Meninas Inseparáveis.

Ludmila Zeman

Ludmila Zeman nasceu na República Tcheca e passou seus primeiros anos ajudando seu pai, o famoso produtor de filmes Karel Zeman, no estúdio, fazendo marionetes para seus filmes de animação. Mais tarde, ela se tornou diretora de arte e escritora de roteiros de filmes no estúdio do pai. Foi nesse estúdio que ela ilustrou seu primeiro livro infantil. Desde que imigrou para o Canadá com seu marido e duas filhas, em 1984, Ludmila Zeman lecionou Arte em Vancouver, criou filmes de animação para Sesame Street, e com seu marido, fez o filme Lord of the Sky - ganhador do prêmio de animação do Instituto Nacional do Filme do Canadá. Hoje ela é canadense e vive em Montreal, fazendo livros infantis.

Ludmila Zeman já ganhou vários prêmios, como: o Pick of the List, American Bookseller - 1992, o Certificate of Merit, Art Directors Club, N.Y. - 1992 e o Maryland Black-eyed Susan Picture Book Selection, 1995-96 por O Rei Gilgamesh; o Governor General's Award - 1995 pelas ilustrações em A Última Busca de Gilgamesh; o Arts Council -1994; e foi finalista do Ruth Schwartz Award - 1994, por A Vingança de Ishtar.

Margaret Atwood

É autora de mais de 30 livros de ficção, poesia e ensaios. Recebeu diversos prêmios e honrarias em diversos países, como o Giller Prize, no Canadá, e o Modelo, na Itália, pela publicação de Vulgo, Grace. A História da Aia foi adaptado para uma bem-sucedida versão cinematográfica e O Assassino Cego recebeu em 2000 o Booker Prize, uma das mais importantes honrarias da literatura mundial. Oryx e Crake foi indicado para o mesmo prêmio em 2003. Ela vive em Toronto, com o marido, o também escritor Graeme Gibson.

Margaret Atwood foi uma das mais festejadas autoras internacionais presentes à Festa Literária Internacional realizada na cidade de Parati, RJ, em julho de 2004.

Margaret MacMillan

Bisneta de Lloyd George, mora em Toronto, no Canadá. É PhD pela Universidade de Oxford, reitora do Trinity College e professora de história na Universidade de Toronto. Escreveu Women of the Raj e Canadá and NATO.

Paris em Paz 1919, publicado na Inglaterra como Peacemakers, ganhou o Prêmio Samuel Johnson, o Prêmio PEN Hessell Tiltman, o Prêmio Duff Cooper e é finalista para a medalha Westminster de Literatura Militar.

Marshall McLuhan

Professor de literatura inglesa no Canadá, professor de diversas universidades dos Estados Unidos e autoridade mundial em comunicações de massa, foi, sem dúvida, o pensador contemporâneo cujas idéias, mercê do seu caráter visceralmente revolucionário, provocaram as mais acesas e apaixonadas polêmicas intelectuais de que se tem notícia nos últimos tempos. O ardor com que macluhanistas e anti-macluhanistas quebram lanças em defesa de suas posições advém do fato de McLuhan ter sido um pensador de vanguarda, que não temia levar às últimas conseqüências - ao profetismo inclusive (ou, sobretudo) - suas formulações teóricas, que buscavam abarcar todas as implicações, no plano humano, daquilo que singularizou o mundo de nossos dias: a complexíssima rede de comunicações em que está imerso o Homem na era da eletrônica, da cibernética, da automação, e que afetam profundamente sua visão e sua experiência do mundo, de si mesmo e dos outros.

Mary Louise Pratt

Nasceu no Canadá, em 1948, e reside em Palo Alto, Califórnia. Fez bacharelado em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade de Toronto, mestrado em Lingüística na Universidade de Illinois e doutorado em Literatura Comparada na Universidade de Stanford. Também estudou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Salamanca, Universidade de Toulouse e Universidade Jaime Balmes, México. Nos anos 1987-88 recebeu o prestigiado prêmio Guggenheim Fellowship. Entre 1998-99 atuou como pesquisadora-visitante no Centro de Investigación y Estúdios Superiores de Antropologia Social (CIESAS-Occidente) em Guadalajara, México. Atualmente é professora dos departamentos de Espanhol-Português e Literatura Comparada da Universidade de Stanford, Califórnia, onde desenvolve pesquisas sobre literatura latino-americana, crítica e teoria literária pós-colonial; mulher e cultura na América Latina; e multiculturalismo.

Mazo de la Roche

Mazo Louise de la Roche foi uma autora canadense cuja descrição dramática e arbitrária de uma família nobre rural canadense lhe garantiu reconhecimento internacional. Ela nasceu em 15 de Janeiro de 1879, na cidade de Newmarket perto de Toronto, numa família de classe média. Estudou em escolas suburbanas perto de Toronto e teve sua primeira experiência de vida no campo, quando sua família alugou uma fazenda fora da cidade de Bronte, Ontário. Até então, a autora que tinha escrito várias histórias, por um longo período, com pouco sucesso, passou por um período de experiências que ajudou a cristalizar idéias importantes de um país nobre rural que seria parte central de seu trabalho mais conhecido.

Começando sua carreira escrevendo pequenas histórias, Mazo de la Roche publicou seu primeiro romance, Possession, em 1923 e produziu algumas peças de teatro na década de 1920. A popularidade internacional veio com a publicação de Jalna (1927), que ganhou o prêmio: Atlantic-Little Brown de 1927 e que lançou a família Whiteoak e a história de seus altos e baixos, numa série de romances vastamente publicados e traduzidos.

Mazo de la Roche passou toda sua vida no Canadá, exceto nos anos de 1929-1939, quando morou fora, essencialmente na Inglaterra. Seus trabalhos publicados incluem 22 romances escritos entre 1923 e 1960; um conto: A Boy in the House (1952); quarto trabalhos de autobiografia, dentre eles, Ringing the Changes (1957) é o mais importante; cinco peças produzidas, de Low Life (1925) a The Mistress of Jalna (1951), e foi feita uma adaptação de Whiteoaks of Jalna para teatro em Londres e Nova York; pequenas histórias, muitas das quais foram reunidas em uma coletânea; uma história de Quebeque; e dois livros infantis. Ela morreu, em Toronto, no dia 13 de julho de 1961.

Michael Ignatieff

Colaborador de The New Yorker e The New Yorker Review of Books, nasceu no Canadá. Formado pela Universidade de Toronto, foi, por muitos anos, pesquisador do King’s College. Doutor em história pela Universidade de Harvard, em 1993 escreveu e apresentou a premiada série de televisão Blood and Belonging. Entre seus livros publicados estão: The Warrior’s Honor, um estudo da moralidade nos conflitos modernos, e The Needs of Strangers, um ensaio acerca da filosofia das necessidades humanas.

Michael Ondaatje

Nasceu em 1945 no Sri Lanka e tem origem inglesa, indiana e holandesa. Cedo mudou-se para a Inglaterra, onde recebeu parte de sua educação. Emigrou então para o Canadá, onde vive até hoje. Ondaatje é considerado hoje um dos mais importantes autores da língua inglesa. Em 1992, recebeu um dos mais importantes prêmios da literatura inglesa, o Booker Prize, por seu romance O Paciente Inglês.

Micheline Lacasse

É membro titular da Sociedade Quebequense dos Psicoterapeutas Profissionais (S.Q.P.P.). Especialista em psicoterapia individual e de grupo, ela transmite com vigor o resultado de sua pesquisa por meio de cursos, conferências e livros. Suas três obras, Tenho um encontro comigo, De minha cabeça ao coração e A resposta está em mim, são dedicadas à arte de aprender a se conhecer.

Miriam Toews

Nasceu em Steinbach, Manitoba, em 1964 e vive atualmente em Winnipeg. Formada em Artes pela Universidade de Manitoba e em Jornalismo pela Universidade King’s College. Escreve livros de ficção, bem como de não-ficção, nos gêneros romance, memórias, artigos para revistas e rádio. Seu livro Uma bondade complicada recebeu cinco prêmios, entre eles o Governo General Award for Fiction, em 2005. Dois outros livros premiados foram: Boy of Good Breeding e Summer of My Amazing Luck.

Mordecai Richler

Tão prolífico quanto talentoso, é autor de oito romances, responsável por numerosos roteiros de filmes (entre eles, a versão cinematográfica de seu The Apprenticheship of Duddy Kravitz) e observador de sociedades curiosas - do Klondike a Hollywood - em artigos que apareceram em algumas das mais reputadas revistas inglesas e americanas. Reside em Montreal, onde nasceu e cresceu, e para onde voltou há alguns anos depois de duas décadas em Londres, com a família.

Nancy Richler

Nancy Richler nasceu em Montreal, no Canadá. Ela se tornou escritora em 1996, tendo sido indicada ao Athur Ellis Award de melhor livro policial de estréia. Com O que vem da sua boca, a autora ganhou o Canadian Jewish Book Award na categoria ficção, além do Adei Wizo Literary Award, na Itália. Atualmente, Nancy Richler mora em Vancouver, em seu país natal.

Nick Bantock

É o autor da trilogia ilustrada Griffin & Sabine, A Agenda de Sabine e O caminho do Meio, já publicados com enorme sucesso no Brasil pela Editora Marco Zero. Além disso, escreveu e ilustrou outros nove livros. Vive em uma ilha perto de Vancouver, na Columbia Britânica, com sua família.

Northrop Frye

Nasceu na cidade de Sherbrooke, província do Quebeque, Canadá, em 1912. Em 1929 ingressou na Universidade de Toronto, onde permaneceria como professor praticamente por toda a vida. Em 1947 publicou seu primeiro livro, Fearful Symmetry: a study of William Blake, revolucionando a crítica sobre aquele poeta inglês do século XVIII. Depois, publicou vários outros livros, que tiveram e têm enorme ressonância em diversos países. Entre eles estão Anatomia da crítica, Fábulas de identidade, O caminho crítico, T. S. Eliot, Sobre Shakespeare, O Código dos Códigos, todos traduzidos para o português. Frye aborda a crítica literária como espelho de uma visão totalizadora da cultura e da experiência da linguagem. Sua obra é profundamente empenhada do ponto de vista ético: ele via na literatura, na arte e no pensamento crítico em torno delas o aspecto propriamente civilizado da civilização. Era elegante no texto e em suas aulas, no Canadá e nos vários países que percorreu até sua morte, em janeiro de 1991.

Omar Aktouf

Professor titular de administração da École des Hautes Études Commerciales (HEC) de Montreal, no Canadá. É PhD em Gerenciamento, tendo também obtido um M.Sc. em Psicologia Industrial. Membro fundador do Grupo Humanismo e Gestão, criado na HEC, Omar Aktouf difunde sua idéias pelo mundo em conferências e livros publicados em seis idiomas. Artigos do autor do livro também já foram publicados em revistas brasileiras.

Patrick Jenkins

Ele desenha e produz filmes de animação. Tem diversos livros publicados e os seus filmes já foram exibidos em teatros e galerias de arte de todo o mundo. Organiza seminários sobre animação em escolas e bibliotecas.

Paul Erdman

Nasceu no Canadá e obteve o doutorado em economia pela Universidade de Basel, na Suíça. Trabalhou como CEO em diversas grandes instituições financeiras, incluindo a presidência de Bancos Comerciais e de Investimento. Nos anos 80, tornou-se comentarista de economia para emissoras de TV americanas e colaborador de publicações importantes, como o Washington Post, o New York Times e o Financial Times. Foi editor da Bloomberg Magazine. Seu primeiro livro foi publicado em 1973. Desde então, aperfeiçoou o gênero que ajudou a criar - o thriller financeiro - foi traduzido para 32 línguas e vendeu milhões de exemplares em todo o mundo. Erdman é vencedor de dois Edgar Award, da medalha de ouro da Sociedade dos Futuristas, na França, e outros prêmios na área de economia. Atualmente divide-se entre São Francisco e um rancho em Sonoma, na Califórnia.

Pierre Dansereau

Nasceu em Montreal, em 1911. Formado em Agronomia, obteve seu doutorado em Botânica na Universidade de Genebra, Suíça, em 1939. Em 1945 e 1946 lecionou em universidades do Brasil, a convite do governo brasileiro, colaborando ainda com o Conselho Nacional de Geografia.

Tornou-se diretor-assistente do New York Botanical Garden em 1961. Lecionou Botânica, Geografia e Ecologia nas universidades de Michigan (em Ann Arbor), Vermont, Stanford e Colúmbia, nos EUA; de Waterloo e McGill, no Canadá; de Porto Rico e de Lisboa, em Portugal. Em 1968, foi eleito vice-presidente da Ecological Society of America e membro do Conseil des Sciences du Canada. Executou missões de consultoria científica em vários países da América Latina (Brasil, Argentina, Venezuela, México, Nicarágua). Desde 1971, exerce as funções de Professor Emérito vinculado ao Instituto das Ciências do Meio Ambiente da Universidade do Quebeque em Montreal.

Raymond Murray Schafer

Nasceu em 1933, em Sarnia, Ontário. Na década de 50, entre outras múltiplas atividades na Europa, trabalhou na produção da ópera Le Testament, de Ezra Pound. Em 1960, publicou The British Composer Interview. O seu trabalho pioneiro na área de pesquisa sonora se desenvolveu dentro do The World Sounscape Project, na universidade Simon Fraser, na Colúmbia Britânica, cujos resultados apontam novos caminhos para a atuação sobre o ambiente sonoro. É um dos mais destacados compositores de seu país, projetando-se internacionalmente pelas suas posições de vanguarda. Esteve no Brasil em diversas ocasiões, tendo ministrado palestras e orientando seminários na UNESP, e work-shops na Oficina Cultural "Oswald de Andrade", de São Paulo.

Réjean Ducharme

Nascido em 1941 em Saint-Félix-de-Valois, província de Quebec, Réjean Ducharme é autor de romances, peças de teatro, roteiros de filmes e de letras de músicas de Robert Charlebois, o mais conhecido cantor do Canadá francês.

A maioria de suas obras literárias foi publicada pela editora francesa Gallimard, entre elas os romances L’avalée des avalés (1966, Prêmio Governador Geral do Canadá), Le nez qui voque (1967, Prêmio Literário da Província de Quebec), L’ hiver de force (1973, Prêmio Bélgica-Canadá), Les enfantômes (1976, Prêmio Quebec-Paris). Pelo conjunto de sua obra recebeu os prêmios Gilles-Corbeil (1990), Athanase-David (1994) e o Grande Prêmio Nacional das Letras do Ministério da Cultura Francês (1999).

Seus livros publicados nas décadas de 1960 e 1970, em particular, obtiveram grande destaque, inserindo-se no contexto e ao mesmo tempo alimentando a Revolução Tranqüila, um movimento de grande amplitude que renovou os alicerces da conservadora e católica sociedade franco-canadense. Ducharme foi uma das principais vozes literárias desse movimento.

Após a publicação de Les enfatômes, o escritor permaneceu em silêncio por um período de catorze anos, surpreendendo seus leitores com o lançamento de Dévadé, em 1990, e Va savoir, em 1994. Baixo calão é seu último romance publicado.

Apesar de todo o seu sucesso no universo literário e cultural, Réjean Ducharme adotou uma postura reclusa e intimista, raramente aparecendo em público.

Richard Scrimger

Nasceu em Montreal e cresceu em Toronto, onde se formou em Inglês e História. Já quis ser paleontólogo e advogado, trabalhou como garçom, passou um ano viajando pela Europa, mas só decidiu que seria escritor quando estava com mais de vinte anos. Foi uma decisão tomada acidentalmente, dez anos se passaram, até que virasse sucesso da noite para o dia. Já escreveu para adultos, mas este é o seu primeiro livro infantil. Tudo começou com um conto, O nariz de Norberto, publicado na antologia Laughs. Quando resolveu desenvolver a história em um romance completo foi muito encorajado pelos amigos. Atualmente Richard mora em Cobourg – cenário do livro -, uma pequena cidade ao leste do Canadá, com a mulher, Bridget, e com os quatro filhos, que também o incentivaram bastante.

Robert Bringhurst

Nascido em Los Angeles, nos Estados Unidos em outubro de 1946, é conhecido no Brasil por sua obra sobre tipografia. Mas antes que tipógrafo ele é um consagrado escritor e poeta tendo publicado livros sobre história, sobre culturas nativas do Canadá e muita poesia. Foi poeta e escritor residente em diversas universidades norte-americanas. Já viveu no Líbano, no Egito, em Israel, no Japão, no Peru, no Panamá e na França. Atualmente vive e trabalha no Canadá. Estudou Física, Lingüística, Arquitetura, Filosofia e Línguas Orientais até se formar em Literatura Comparada em 1973 pela Universidade de Indiana. Durante alguns anos da década de 1970, trabalhou como tipógrafo e professor de Literatura Inglesa.

Robertson Davies

Falecido em 02 de dezembro de 1995, teve três carreiras sucessivas: foi ator na Old Vic Company, na Inglaterra, editor do Examiner em Peterborough, Ontário e aposentou-se, em 1981, como professor e mestre no Massey College da Universidade de Toronto. É autor de mais de trinta livros, incluindo várias peças de teatro, ensaios, discursos, belles lettres e 11 romances.

Como romancista, ganhou fama graças às suas obras: Deptford Trilogy - Fifth Business, the Manticore e World of Wonders, Salterton Trilogy - Tempest-Tost, Leaven of Malice e A Mixture of Frailties Cornish Trilogy - Os Anjos Rebeldes, What's Bred in the Bone e The lyre of Orpheus, e por seu penúltimo romance, Murther & Walking Spirits. Seu último romance The Cunning Man, publicado em 1995, tornou-se imediatamente um bestseller nacional. Davies foi o primeiro canadense a se tornar membro honorário da American Academy and institute of Arts and Letters. Nas palavras do Washington Post, por ocasião de sua morte, ele foi "o canadense mais notável e original de sua geração" e seus escritos lhe valeram amplo reconhecimento internacional.

Rohinto Mistry

Nasceu em 1952, em Bombaim, em uma família parsi, uma minúscula comunidade religiosa que segue os preceitos de Zoroastro. Em 1975, ele realiza os sonhos de qualquer jovem indiano que tenha algum grau acadêmico: sair da Índia e trabalhar nos Estados Unidos, Inglaterra ou Canadá. Mistry forma-se em Matemática e Economia e imigra para o Canadá com sua mulher. Símbolo máximo de status para os amigos de sua geração, consegue emprego em um banco como caixa. Entra para a Universidade de Toronto para aprender Inglês e Filosofia e começa a escrever alguns contos. Ao participar dos concursos literários internos, consegue uma proeza: é o primeiro indiano (aliás, o primeiro não-canadense) a conseguir o primeiro lugar. No ano seguinte, repete a proeza. Ao publicar estes contos em livro, em 1987, "Tales From Firozsha Baag" e, mais tarde, com "Such A Long Journey", em 1991, vai ganhando cada vez mais prestígio e admiração.

Em 1995, publica seu primeiro romance, "A Fine Balance" ("Um Delicado Equilíbrio", publicado aqui também pela Objetiva), é o livro que o torna conhecido mundialmente, ganha vários prêmios (Giller Prize em 1995 e, em 1996, o Los Angeles Times Prize for Fiction para a categoria ficção; "Such a Long Journey" recebeu o Governor General’s Award e virou filme).

Sébastien Charles

Francês de nascença (nasceu em 1971 na cidade de Gérardmer, na França) e canadense por escolha (imigrou para o Canadá em 1995). É professor da Universidade de Sherbrooke, no Canadá, onde leciona filosofia moderna e francesa contemporânea. Escreveu entre outros quatros livros, Os Tempos Hipermodernos (Barcarolla, 2004), em parceria com Gilles Lipovetsky.

Sergio Kokis

Nasceu no Rio de Janeiro em 1944 e teve uma juventude movimentada.

Trabalhou como repórter no Diário de Notícias entre 1964 e 1965 e concluiu o curso de filosofia da Universidade do Brasil, apesar de indiciado em processo militar aberto contra ele e outros estudantes pela ditadura. Em 1967, lançou o ensaio Franz Kafka e a expressão da realidade e se mudou, com uma bolsa de estudos, para a França, onde morou por dois anos, antes de se transferir para o Canadá, país do qual é cidadão naturalizado desde 1975 e onde vive até hoje. Doutora em psicologia trabalhou como psicólogo clínico de 1969 a 1996, quando passou a se dedicar exclusivamente à literatura e às artes plásticas.

Considerado um dos mais importantes escritores do Canadá, Kokis utiliza o francês para produzir obras nas quais discute o desenraizamento do homem moderno, a solidão e o lugar do artista na sociedade atual. Além de A casa dos espelhos, é autor de oito livros, entre romances e ensaios sobre estética, traduzidos para o inglês, o alemão e o espanhol.

Taylor Smith

Nasceu no Canadá e se formou em Relações Internacionais na França. Ela trabalhou 12 anos como diplomata nas Nações Unidas, se especializando em direitos humanos. Taylor Smith escreveu seu primeiro romance em 1991, quando tirou férias para passar mais tempo com suas filhas. Atualmente ela mora no sul da Califórnia, EUA.

Troon Harrison

As idéias dos livros de Troon Harrison vêm de seu filho, Ripley. Uma noite, quando Ripley tinha quatro anos, ele disse: "Eu sempre durmo de olhos abertos, assim posso ver meus sonhos passando na escuridão". Harrison sabia que deveria transformar isso em uma história. "Para ele, seus sonhos são entidades reais", ela disse. "Eu queria capturar aquele modo maravilhoso como as crianças adoram o mundo". Anos mais tarde, ela conseguiu isso através de "O Apanhador de Sonhos". O livro conta a história de Zacharias e um gentil velhinho que tem seu caminhão quebrado na estrada. Ele é o apanhador de sonhos e precisa da ajuda de Zacharias para pegar os sonhos que estão soltos na vizinhança — piratas, um dragão, um dinossauro, entre outros — antes de o sol raiar e torná-los realidade.

O primeiro livro de Harrison para a Kids Can foi "Aaron’s Awful Allergies", que também é baseado em experiências de seu filho. "Como Aaron, ele amava animais mais do que qualquer coisa e tinha um porquinho-da-índia, um cachorro e um gato", diz Harrison. "Então ele ficou muito doente e foi para o hospital com pneumonia. O diagnóstico era alergia e ele teve que dar todos os seus animais de que gostava tanto. Ripley ficou extremamente chocado e triste". Harrison procurou algum material que pudesse ajudar seu filho a lidar com o sentimento de perda, mas não achou nenhum. "Eu queria confortar outras crianças que passavam pela mesma experiência e contar a elas que as coisas melhoram. O mundo da criança é muito diferente do mundo dos adultos."

Harrison viveu em dois mundos durante a maior parte da sua infância. Filha de mãe canadense e pai britânico, Harrison nasceu nas montanhas rochosas da Colômbia Britânica, mas cresceu principalmente em uma pequena vila de pescadores. "Sim, Troon é o meu nome verdadeiro", ela ri.

Aos 20 anos, Troon voltou ao Canadá, onde decidiu que viveria permanentemente.

Harrison lembra: "Quando era criança, eu estava sempre escrevendo. Escrevi histórias e poesias, e criava meus próprios livros. Mas nunca tinha me ocorrido que eu poderia fazer isso para viver!" Em vez disso, Harrison trabalhou como técnica farmacêutica no Hospital Geral de Vancouver; nessa época ela vivia com seus pais em Ontário. Atualmente, mora com seu filho e continua lecionando e escrevendo. Ela estudou na Trent University e mais tarde na Queen’s University em Kingston, onde ganhou o BED.

Em 1991, Harrison enviou um texto de sua autoria para o ilustrador britânico Michael Forman avaliar. Ele enviou a história, "The Long Weekend", para seu editor e o livro foi aceito. "É, realmente, foi um começo de sorte".

Ela já publicou seis livros infantis e fez várias revisões para Canadian Children’s Literature. Harrison também leciona no curso de escrita por correspondência para o Canadian Children’s Literature nos EUA e participa de workshops sobre escrever e publicar.

Agora que seu filho está crescendo, Harrison planeja escrever uma novela para jovens adultos. "Meus livros devem seguir Ripley na sua jornada pela vida."

Vicente de Paula Faleiros

É assistente social, PhD em sociologia pela Universidade de Montreal, professor dos Mestrados em Gerontologia e Psicologia da Universidade Católica de Brasília, pesquisador associado sênior da UnB, conselheiro do DIESAT – Departamento Intersindical de Saúde do Trabalhador e do CBCISS Centro Brasileiro de Cooperação e Intercâmbio de Serviços Sociais, pesquisador, autor de livros e artigos de políticas sociais e consultor.

Mineiro, poeta com paixão de viver. Residente em Brasília. Nasceu em 1941, está casado, tem dois filhos e um casal de netos. Foi exilado político, é dirigente de ONG e participa das lutas pela emancipação social.

Will Ferguson

Canadense, autor de vários livros, entre os quais o aclamado relato de viagem, Hokkaido Highway Blues, The Hitchhiker's Guide to Japan [O guia da carona no Japão] e o controvertido e cultuado Why I Hate Canadians [Por que odeio os canadenses]. Ser feliz é seu primeiro romance.

William Gibson

Nasceu nos EUA em 1948, e mudou-se para Vancouver, no Canadá, em 1972. Em meados da década de 1980, criou, junto com escritores como Bruce Sterling e John Shirley, o gênero chamado cyberpunk, que une informática e inquietações históricas e filosóficas com tramas pop violentas e cheias de ação.

Depois de Neuromancer, Gibson escreveu Count Zero, Monalisa, Overdrive, The Difference Engine (com Bruce Sterling), All Tomorrow's Parties e Pattern Recognition. Suas histórias curtas estão reunidas na compilação Burning Chrome. Gibson também trabalhou nos roteiros de Alien 3, New Rose Hotel e Johnny Mnemonic (esses dois últimos adaptados para as telas de histórias suas), além de dois episódios de Arquivo X. Gravou a leitura de Neuromancer com a participação do U2 na trilha sonora.

Yann Martel

Nasceu na Espanha, em 1963. Após estudar filosofia na Universidade de Trent e tentar vários tipos de trabalho, ele começou a escrever. É autor premiado de The Facts Behind the Helsinki Roccamatios, coletânea de contos, e de Self, romance. A vida de Pi foi vencedor do prêmio de ficção Hugh Maclennan, finalista do prêmio de ficção Governador Geral e ganhador do Booker Prize 2002.

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Data da última atualização:
2013-08-15