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Canadá apoia a não-discriminação, no Brasil, por meio de brincadeiras


   
Ao final da ronda matinal, as crianças chegam com seus pais, brincando à espera de uma aula de arte especial oferecida por Marcos Vinícius Magalhães, Mestrando em Educação Artística na Universidade de Brasília.
   
"As crianças vêm aqui e se esquecem de sua dor por um tempo. As estatísticas têm mostrado que a presença de áreas de lazer em hospitais acelera a recuperação e reduz tempo de internação "-. Angelo Della Croce, Gerente de Projetos da Amigos da Vida
   
Marcos Magalhães ensina as crianças sobre as cores primárias, destacando que muitas das mais belas cores são formadas pela mistura de outras cores juntas. Ele refere-se aos novos personagens da Turma da Mônica, Igor e Vitória, que são soropositivos e distribui os quadrinhos educativos para as crianças e seus pais lerem juntos.
   
As crianças praticam a mistura de cores e conversam com Ambra Dickie, da Embaixada do Canadá no Brasil, que estava visitando.
   
As crianças terminam suas obras de arte, ignorando, ainda, o anúncio de que o almoço está sendo servido; um sinal claro de que uma criança está se divertindo!
   

A brinquedoteca Renato Russo é uma entre quatro deste tipo em Brasília. Elas são operadas em colaboração com os Ministérios da Educação e da Saúde, com o apoio da ONG Amigos da Vida. Localizadas em hospitais públicos do Distrito Federal, essas salas de jogos quebram a monotonia  e adversidades da vida hospitalar dos pacientes das alas de pediatria.

E a julgar pelos sorrisos das crianças e de seus pais, seus esforços estão valendo a pena.

Coloridas, confortáveis e apoiadas por voluntários, estudantes e profissionais, essas brinquedotecas são zonas livres de discriminação, onde as crianças podem ser elas mesmas e, especificamente, onde as crianças HIV-positivas são recebidas de braços abertos e incentivadas a brincar como qualquer outra criança.

O Fundo Canadá para Iniciativas Locais (CFLI) juntou-se à Amigos da Vida fornecendo o financiamento para realizar uma série de atividades educativas nessas áreas de lazer, destinadas a lutar contra os preconceitos e o medo que afetam milhares de crianças soropositivas no Brasil.

"Muitas vezes vemos que, na verdade, são as famílias das crianças portadoras do HIV que impedem seus filhos de interagir com os outros, temendo recriminação ou discriminação de outros pais. Ao educar as crianças, somos capazes de influenciar indiretamente os verdadeiros culpados pela discriminação e o medo - seus pais - e com maior confiança por parte dos pais, aumentam as taxas de frequência escolar e envolvimento da comunidade com crianças e adolescentes HIV-positivos ". Angelo Della Croce, Gerente de Projetos da Amigos da Vida.

As atividades financiadas pelo CFLI apresentam uma revista em quadrinhos educativa especial do ícone cultural brasileiro, Mauricio de Sousa, que apresenta dois novos personagens da Turma da Mônica: Igor e Vitória, crianças soropositivas. Os personagens passam mensagens instrutivas de inclusão.

Marcos Vinícius Magalhães, especialista em educação artística e voluntário na Brinquedoteca Renato Russo, enfatiza a inclusão e aceitação por meio de sessões de arte e atividades educacionais, lembrando às crianças que a amizade importa mais do que a origem de alguém.

"Participar de atividades como esta, beneficiadas com financiamento do Canadá, é uma das melhores partes do meu trabalho. Fico bem impressionada quando  vejo o incrível trabalho sendo feito por ONGs como a Amigos da Vida e pelos profissionais e voluntários dessas brinquedotecas. Eles fazem a diferença no sentido de garantir os direitos humanos básicos das crianças e adolescentes que já passaram por tanta coisa. Essas crianças merecem ser capazes de brincar, aprender e sonhar assim como outras crianças e este projeto torna isso possível ". Ambra Dickie, Segunda Secretária - Política da Embaixada do Canadá no Brasil.

As aulas, no entanto, não param na educação sobre o HIV/AIDS. O programa também tem trabalhado para mudar estereótipos raciais, sócio-econômicos  e de gênero, em favor do aumento da consciência dos direitos humanos básicos e participação democrática responsável.

A Professora de educação especial, Sandra Lima tenta incutir nas crianças da ala pediátrica muitas noções-chave, desde o respeito ao meio ambiente até o combate à discriminação de gênero, além de  aconselhamento educacional e para a carreira de seus alunos. Ela sorri com orgulho quando fala de ex-alunos, muitos dos quais estavam fazendo grandes esforços para estudar devido às longas internações, incluindo um que acabou de entrar na faculdade, no ano passado.

Possivelmente, o mais importante, no entanto, é que os voluntários conseguem acalmar esses pequenos pacientes e seus pais, esgotados e exaustos, com carinho, conforto e acolhimento incondicional, tornando a sua pequena brinquedoteca um oásis em um mar de incertezas.

"Minha filha colocaria sua cama de hospital em frente desta brinquedoteca, se pudesse, para esperar a Sandra chegar pela manhã. Este espaço tem sido uma bênção para ela. Quando começamos a vir, ela nem sequer falava, agora ela decidiu o que ela quer ser quando crescer e a psicóloga está surpresa com seu progresso "- Mãe de uma paciente de 11 anos de doença gástrica.

O Canadá tem orgulho em apoiar os simples gestos de tolerância, aceitação e inclusão que podem fazer um mundo diferente para todas as crianças nessas enfermarias hospitalares, ampliando seus horizontes e dando-lhes a esperança de sonhar com um futuro melhor.

 

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Data da última atualização:
2014-11-17